por Alberto Oliveira, do Núcleo de Notícias
Toda mudança vem acompanhada de desconfianças e resistências.
A Miconquista 2008 foi mais comentada pela sua estrutura que pelas atrações. As opiniões se dividiram. Muitos decretaram o fim da maior festa popular conquistense.
É inegável que muita coisa mudou desde os tempos dos desfiles de escolas de samba e blocos na Av. Bartolomeu de Gusmão. Não temos mais trios elétricos nas ruas. As preces de alguns moradores foram ouvidas. O evento, agora restrito ao parque de exposições e ao Bosque da Paquera, ficou mais setorizado e controlável.
O espaço fora todo isolado e duas entradas davam acesso. Nelas, filas se formavam - equipes de policiais militares se encarregavam de que ninguém entrasse portando armas. Uma vez dentro, o folião se deparava com rondas de PMs ou policiais civis devidamente identificados. A preocupação com segurança era notória. Barracas e
vendedores ambulantes vendiam bebidas e comidas. Mesmo com banheiros químicos instalados em diversos pontos ainda podiam-se ver pessoas - homens, em grande maioria - urinando nos recantos.
Um palco principal foi montado e um trio elétrico se encarregava de sonorizar a festa com bandas que se revezavam. Um camarote reuniu aqueles que optaram por um local mais privativo. Uma sala de imprensa, uma central da Polícia Militar e outro da Polícia Civil além de outras estruturas de órgãos públicos foram montados, em área restrita aos foliões.
Em um ponto afastado o Palco do Forró cativava os casais que preferiam curtir a festa agarradinhos.
Indiferentes às atrações importadas pela Prefeitura, o Palco do Rock reuniu as mais diversas tribos, de diferentes gerações. Roupas negras predominavam e corpos se agitavam ao som de bandas locais. Nenhuma ocorrência de briga. Músicos e público se misturavam e era normal alguém da platéia subir ao palco para dar uma canja.
A Miconquista terminou e, se não podemos falar em sucesso total, também não se pode dizer que o carnaval fora de época conquistense acabou, é apenas diferente. O tempo dirá se as mudanças vão ser totalmente aceitas.






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2 comentários ↓
1 RGS(pesquisador) // 8 de Abril de 2008 às 11:43
Longe de sêr uma micarêta!. È mais um festival- com vários rtmos e cantores!.Parabéns, pela segurança!!!.
2 gabi // 11 de Abril de 2008 às 10:30
Apesar de ter ido apenas um dia, gostei muito da micareta, acho que pra ser bom não necessita de um trio elétrico percorrendo um longo percurso, basta ter musica boa e tranquilidade, e sinceramente gostei mais das duas ultimas micaretas do que de anteriores que fui, o que adiante ter um percurso grande e não ter pessoas curtindo ao longo do mesmo??!?!
A variedade de ritmo já é marca registrada da micareta.
O policiamento está ótimo, não pela ausência de brigas mais pela rapidez de que são resolvidas, o numero de policiais também é importante por inibir possíveis confusões.
Apesar de todo falar que a micareta acabou acho que está surgindo uma ainda melhor…
Obrigado
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