29 - mai - 2008

Socialização da banda larga só com quarta geração

  • Dos 55 milhões de lares brasileiros, cerca de 8 milhões contam com acesso à internet em alta velocidade. Essa parcela privilegiada da sociedade contrata os serviços de banda larga das operadoras fixas – Telefônica, Oi ,Brasil Telecom, GVT e CTBC – ou das provedoras de TV por assinatura, entre as quais Net, Sky e TVA.
    As primeiras se utilizam da infra-estrutura de fio de cobre (ADSL) para fornecer acesso veloz à internet (Speedy, Velox e Turbo) e as demais, cabos coaxial ou satélite.
    As demais 47 milhões de famílias carecem de ofertas acessíveis de banda larga para ter acesso ao mesmo nível de evolução de seus conterrâneos brasileiros e demais cidadãos do mundo.
    A extensão territorial do País dificulta a viabilidade econômica da cobertura abrangente por cabo, seja pelas operadoras telefônicas ou pelas de TV a cabo. A banda larga sem fio surge como a solução “salvadora da pátria”.
    Recentemente, em leilão promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras celulares, sem exceção – Vivo, TIM, Claro e Oi/BrT – disputaram faixas de freqüência entre 1,9 e 2,1 Gigahertz para implantarem a terceira geração (3G), conhecida como a banda larga móvel.
    Parte das operadoras já estreou seus serviços, como a Claro, Telemig e TIM, e as demais estão perto de fazê-lo, como a Oi/BrT e a Vivo. Prometem resolver o problema de todos os municípios brasileiros em até 8 anos, seguindo o cronograma da Anatel de atender primeiro aos grandes centros, em seguida aos médios e por fim aos de populações menores.
    No entanto, o presidente para a América Latina da empresa de tecnologia americana NextWave, Rafael Steinhauser, executivo que atua no setor de telecomunicações nacional desde a privatização da Telebrás, em 1998, tendo presidido a Cisco e dirigido a Vésper, BellCanada e Qualcomm , levanta uma suspeita sobre a adequação da escolha da 3G pelas teles brasileiras. Steinhauser afirma que essa tecnologia não vai dar conta de digitalizar parcela tão relevante da sociedade brasileira.

    fonte: Gazeta Mercantil
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