A polícia começou a desmontar em São Paulo uma rede de pedófilos que oferecia programas com crianças pela internet. O esquema, chefiado por um operador de telemarketing, levou os investigadores a um tenente da Polícia Militar. Ele é um dos suspeitos de participar do esquema de pedofilia e, de acordo com a polícia, se matou para não ser preso.A prisão do operador de telemarketing Márcio Aurélio Toledo, de 36 anos, foi feita depois que uma testemunha procurou a polícia assustada com os diálogos que presenciou em salas de bate-papo sobre sexo na internet. As investigações, que começaram há três meses, levaram a uma casa em Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo, onde mora Toledo.
A polícia encontrou no computador e no aparelho celular dele fotos que mostram sexo explícito envolvendo crianças. Também foram encontrados bichos de pelúcia e outros brinquedos, como bonecos de super-heróis, além de roupas infantis e preservativos.
Com base em escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, a polícia diz que o operador de telemarketing aliciava crianças e marcava encontros entre elas e os pedófilos na casa dele. Ele foi preso no último fim de semana.
A polícia pretendia prolongar o tempo de investigação sobre o caso, mas ficou apreensiva ao perceber que outras crianças corriam risco de cair na rede de pedofilia. Alguns clientes já foram identificados. Entre eles, um policial militar. Segundo os investigadores, o tenente da PM Fernando Neves Braz encomendava programas com crianças.
Nesta sexta-feira (30), com mandados de busca e apreensão, a polícia cercou o prédio onde ele morava com a mulher e os filhos. Antes mesmo que a polícia começasse a revistar o apartamento, o PM se matou com a própria arma que costumava usar em serviço.
Caso Isabella
O tenente Fernando Neves atuava na região do Tucuruvi, na Zona Norte, e foi um dos policiais que atenderam ao chamado para socorrer a menina Isabella Nardoni.
Imagens gravadas mostram o policial conversando com o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, na noite do crime. Alexandre dizia que alguém havia jogado a filha do 6º andar.
Na noite do crime, o tenente ajudou a procurar o possível ladrão no Edifício London, onde a criança foi morta. A participação dele na varredura do prédio está registrada no boletim de ocorrência manuscrito pelo soldado da Polícia Militar Robson - um dos primeiros a chegar ao local. Ele diz que “foi realizada vistoria no prédio em todos os andares juntamente com o tenente PM Neves”.
No dia 9 de abril, o tenente Neves deu entrevista rebatendo a versão da defesa de que, por falta de segurança no Edifício London, qualquer um poderia ter entrado no prédio e matado Isabella.
O corregedor da PM, capitão Marcelino Fernandes da Silva, disse nesta sexta-feira que o tenente comandava a força tática da região. Segundo a corregedoria, na noite em que a menina Isabella morreu, o tenente Neves estava de plantão e escutou o chamado no rádio para atender a ocorrência. Ele e outros três policias chegaram ao local do crime 15 minutos depois. A corregedoria afasta qualquer relação do suspeito de pedofilia com a morte de Isabella.
do G1






Carregando ...
4 comentários ↓
1 marcia // 31 de Maio de 2008 às 0:32
Vai me dizer ainda que o pai é que é o assassino/ Lembro-me muito bem deste tenente dizendo que fez a varredura do predo. Levaram em consideração que ele disse que o pai estava nervoso(como se ele tivesse o direito de opinar, assim como o promotor)Só não entrou nos aps vazios, pois segundo este exemplo de cidadania,não havia necessidade. E agora? Porque continuam dvidando dos pais e acreditando em pessoas tão EXEMPLARES quanto este tenete? O que eu vou dizr para os meus filhos/ A imprensa deve dar conta destas respostas agora, pois deram ouvidos a este MARAVILHJOSO POLICIAL . Realmente estou muito decepcionada com as desculpas dadas e pior que isti, quando dizem que este Tenente não teve nada a ver com o caso Isabela. Assim como muitos brasileiros,
ainda espero o papai noel!!!!!!!!!!Chega de deixar esta situação nas mãos de opiniões de pessoas que deram ouvidos a estas pessoas. E agora?
2 ALEXANDRE // 31 de Maio de 2008 às 0:47
Espero que a policia apure mais detalhadamente esse caso pois diante de um novo episódio como esse certamente muitas coisas poderão aparecer, ainda mais que esse vagabundo pedofilo agiu comandando as buscas pelo provável assassino da pequena isabela, agora resta alguém acabar com essa maldita dúvida que certamente influirá na decisão do júri!!!!
3 RGS(pesquisador) // 31 de Maio de 2008 às 10:29
Esse caso é por demais escabroso, esquisito - Provavelmente,ainda não se viu caso semelhante, nem mesmo na ficção!.Cito três episódios, pós acontecimento;1) O jornalista Cabrini, da rede Record de televisão, dias depois da entrevista com a mãe da criança - se envolve em um caso estranho, é prêso e posteriormente liberado,2)Os advogados de defesa - convidam o périto alagoano, o mesmo que trabalhou no caso PC Farias -Sanguinetti, para fazer um levantamento a respeito da péricia feito no caso pelos péritos de São Paulo -Apresenta uma série de supóstos acontecimentos não relatados pela péricia local ( o périto alagoano, nesse caso se encontra muito distante do momentum do fato, em que se deu o crime).3)Possivelmente, uma coincidência, morre um dos policiais enviado para o local do crime, momentos após o ocorrido.
4 Salete // 3 de Junho de 2008 às 14:09
Não acredito em coincidencias…CADE A MIDIA PARA ACOMPANHAR ESSA REDE DE PEDOFILIA?
Escreva seu comentário