“Senhor…não me dês nem a pobreza nem riqueza, antem-me do pão da minha porção acostumada.” ( Pv 30.8b)
Antes de casar, muitos pensam que o fato de poder contar com alguém para compartilhar suas decisões financeiras seria extremamente positivo. Porém, aos poucos, foi percebendo que, na verdade, as disputas financeiras estão entre as principais razões por trás das brigas entre casais.
Depois de mais uma discussão sobre a gestão das finanças da família, o casal já não descarta nem mesmo se separar. Ao invés disso, por que não investir algum tempo na educação financeira do casal, de forma a analisar como ambos administram o patrimônio?
1. LIDANDO JUNTOS COM O DINHEIRO
1) A maioria das pessoas não aprende na escola – ou em casa como administrar o seu dinheiro. Se aprender sobre finanças não é algo que você entende como diversão garantida, certamente em dupla a tarefa, além de mais simples, se tornará um pouco mais agradável.
2) Comece tentando entender – como está a situação financeira da família, qual a renda mensal com a qual podem efetivamente contar, qual o nível de despesas que possuem. Feito isso, é possível estabelecer o quanto do salário de cada um será usado para arcar com despesas mensais.
3) Este percentual pode e deve variar – de acordo com o salário de cada um. Afinal, é importante que ambos possam reservar parte do seu orçamento para gastos pessoais, sem ter que e preocupar com o orçamento familiar.
4) Se uma das partes está mais familiarizada – sobre finanças do que a outra, por que não compartilhar este conhecimento? A administração efetiva do dinheiro pode até ficar com o cônjuge que tem mais interesse ou tempo, mas o fato dos dois estarem informados sobre o tema e compartilharem a decisão reduz a chance de conflitos.
2. CONSTRUINDO O FUTURO JUNTOS
1) Antes de começarem a planejar o seu futuro – financeiro juntos, é importante que entendam postura individual com relação ao dinheiro. Que tipo de infância cada um de vocês teve? Se o passado financeiro das famílias é muito distinto, isso pode levar a um comportamento diferente com relação à forma como gerenciam o patrimônio. E isso deve ser levado em consideração no planejamento das finanças do casal.
2) Quando nos casamos, prometemos compartilhar – as felicidades e tristezas da vida. Uma forma positiva de começar a seguir estes votos é estabelecer, compromissos financeiros para o casal. E para isso é preciso aprender a respeitar a visão do outro, e estabelecer responsabilidades. O equilíbrio entre manter a individualidade e planejar juntos é o grande desafio financeiro dos casais.
3) Quem vai se responsabilizar pelo pagamento das contas -
Quem é que vai acompanhar o saldo bancário? A melhor alternativa certamente é manter as contas individuais e abrir uma conta conjunta. Quando os cônjuges têm um perfil muito distinto de investimento, uma alternativa para minimizar as brigas é deixar uma parcela da renda para que cada um disponha da forma como bem entende. A maior parcela, contudo, deve seguir as regras conjuntas do casal.
4) Caso o orçamento da família esteja – completamente comprometido, o primeiro objetivo deve ser cortar gastos, ou identificar novas fontes de receita, de forma a conseguir poupar uma quantia todos os meses. Antes de alcançar esta meta, qualquer outro objetivo não passa de fantasia.
5) Uma coisa é certa – quanto antes começarem a planejar juntos o futuro financeiro da família, melhor. Lembre-se do poder multiplicador dos juros. Se de um lado ele pode levar um casal a se atolar em dívidas, por outro pode ser extremamente positivo para aqueles que poupam de forma consistente.
CUIDADOS COM A CONTA CONJUNTA
1) A conta conjunta surgiu para facilitar – a vida dos casados, especialmente para aqueles que ganham mais, ou menos, que o parceiro. No entanto, a facilidade desta conta pode se transformar num perigo, quando não há um controle financeiro rígido entre os dois.
2) É preciso estabelecer até quanto – cada um pode gastar, visando evitar o risco de não possuir fundos para cobrir as despesas, o que pode levá-los a entrar num cheque especial.
3) Apesar de ser importante manter a independência – financeira das partes, com o casamento é preciso pensar se os gastos não vão afetar o orçamento familiar. Afinal, o cônjuge não está mais sozinho(a) e precisa pensar na família antes de assinar um cheque
EQUILIBRANDO AS FINANÇAS NA RELAÇÃO
1) Atualmente, um número maior de mulheres – alcança a independência financeira antes de se casar. Por isso, podem ter certa dificuldade para compartilharem suas decisões. Por outro lado, o marido pode se sentir inseguro se não for o principal provedor da casa.
2) Estas questões precisam ser discutidas – abertamente, de forma que, juntos, marido e mulher encontrem o equilíbrio financeiro. Por mais que o assunto pareça difícil de ser abordado, é importante que cada parte se sinta confortável com o papel que escolheu.
3) O fato de não se sentirem completamente – confiantes sobre a forma como devem gerir o dinheiro do casal não deve ser usado como desculpa 4) Na dúvida, a alternativa é começar aplicando – o dinheiro em aplicações conservadoras. Estas aplicações embutem risco muito baixo e ao menos o dinheiro não fica parado.
COMEÇANDO A INVESTIR AOS POUCOS
1) Só não erra quem não toma decisões – E quando o assunto é dinheiro, existem várias alternativas de investimento que podem atender aos objetivos do casal. Assim, a preocupação deve ser a de evitar aquelas aplicações que decididamente são erradas. E isso é bem mais simples do que se imagina.
2) A forma mais fácil de evitar – este tipo de insegurança é começar aos poucos, propondo metas de curto prazo.
3) Estabelecer um objetivo interessante – de curto prazo pode ser o incentivo que o casal precisa para mudar radicalmente os hábitos financeiros e, é claro, o primeiro passo para o alcance do patrimônio que tanto sonham!
do site GBOLSO





