Mulher diz ter sido agredida por policiais em Conquista

19 de Agosto de 2008, às 18:15h

por Núcleo de Notícias

O que era para ser mais um dia normal na vida da gari Maria da Glória Silva, de 41 anos,imagem-002.jpg acabou se tornando um pesadelo. Ela afirmou ter sido agredida por policiais militares na última quinta-feira (14) após buscar o filho na casa do pai.
Segundo Maria, ela estava sendo perseguida por um motoqueiro desde o final da tarde, na Pça. Sá Barreto, e ao se dirigir para o Poço Escuro, no Bairro Guarani, devido ao cansaço ela sentou na porta de uma creche, onde havia um vigia e uma criança esperando pela mãe. Maria ainda afirma que o motoqueiro continuou a perseguir, até que ela chamou a polícia, sem sucesso.

Às 20h00, quando Maria foi buscar o filho na casa do pai, disse que reconheceu o motoqueiro na porta da escola. Perguntou à diretora da creche quem ele era e foi informada que era professor da instituição. “Eu o reconheci e disse a ele pra ele ter mais profissionalismo, tem que ter ética, porque eu sou gari, eu não jogo poeira na cara de uma pessoa quando ela passa imagem-003.jpgna rua, e aí ele me disse ‘você tem inveja de mim’, ele desceu empinando a moto pela rua 02, 03 vezes, juntou com o vigia que estava bêbado e falou ‘ela é louca, é doida, chama a polícia’, pegou o professor e falou ‘você não sabe com quem está se metendo’”. Segundo Maria, as professoras não sabiam o que estava acontecendo e chamaram a polícia para ela. Maria afirma que os dois policiais (um homem e uma mulher) chegaram e começaram a espancá-la e a bater a cabeça dela no muro: “cheguei a ter convulsão e a policial disse que era fachada, que era golpe(…). Ela batia muito em minha cabeça, meu rosto, meu pescoço, me arrastava no chão, dizia que eu estava desacatando, e eu só pedia meu direito pra falar”.imagem-009.jpg

Rosana Almeida, representante do Conselho do Idoso de Vitória da Conquista, está acompanhando o caso, e afirmou que já foi encaminhado à promotoria pública. “Nem quiseram prender ela, porque disseram que ela ia ser linguaruda e contar para os comandantes”, diz. “Ela é uma funcionária pública, trabalha há 14 anos, leva uma vida normal. Louca ela não é. Louca é quem fez isso com ela”, ressalta Rosana.

De acordo com o Major Medeiros, da Polícia Militar, não houve nenhum registro dessa natureza, e só se pode tomar uma providência após uma denúncia oficial, por escrito, através da ouvidoria para apurar o que houve.

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3 comentários ↓

  • 1 Joselito // 19 de Agosto de 2008 às 22:42

    Estamos bem servidos com essa policia hein….ela esta virando um cancer!!

  • 2 wesley // 21 de Agosto de 2008 às 21:54

    se de fato houve espancamento ,os policiais devem ser rigorosamente punidos porque policial não é pago para espancar em nehum cidadão cadê agora os direitos humanos?

  • 3 sormany // 22 de Agosto de 2008 às 6:12

    A policia, além de não resolver muita coisa ainda espanca uma senhora? um absurdo!!!!!

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