O que era para ser mais um dia normal na vida da gari Maria da Glória Silva, de 41 anos,
acabou se tornando um pesadelo. Ela afirmou ter sido agredida por policiais militares na última quinta-feira (14) após buscar o filho na casa do pai.
Segundo Maria, ela estava sendo perseguida por um motoqueiro desde o final da tarde, na Pça. Sá Barreto, e ao se dirigir para o Poço Escuro, no Bairro Guarani, devido ao cansaço ela sentou na porta de uma creche, onde havia um vigia e uma criança esperando pela mãe. Maria ainda afirma que o motoqueiro continuou a perseguir, até que ela chamou a polícia, sem sucesso.
Às 20h00, quando Maria foi buscar o filho na casa do pai, disse que reconheceu o motoqueiro na porta da escola. Perguntou à diretora da creche quem ele era e foi informada que era professor da instituição. “Eu o reconheci e disse a ele pra ele ter mais profissionalismo, tem que ter ética, porque eu sou gari, eu não jogo poeira na cara de uma pessoa quando ela passa
na rua, e aí ele me disse ‘você tem inveja de mim’, ele desceu empinando a moto pela rua 02, 03 vezes, juntou com o vigia que estava bêbado e falou ‘ela é louca, é doida, chama a polícia’, pegou o professor e falou ‘você não sabe com quem está se metendo’”. Segundo Maria, as professoras não sabiam o que estava acontecendo e chamaram a polícia para ela. Maria afirma que os dois policiais (um homem e uma mulher) chegaram e começaram a espancá-la e a bater a cabeça dela no muro: “cheguei a ter convulsão e a policial disse que era fachada, que era golpe(…). Ela batia muito em minha cabeça, meu rosto, meu pescoço, me arrastava no chão, dizia que eu estava desacatando, e eu só pedia meu direito pra falar”.![]()
Rosana Almeida, representante do Conselho do Idoso de Vitória da Conquista, está acompanhando o caso, e afirmou que já foi encaminhado à promotoria pública. “Nem quiseram prender ela, porque disseram que ela ia ser linguaruda e contar para os comandantes”, diz. “Ela é uma funcionária pública, trabalha há 14 anos, leva uma vida normal. Louca ela não é. Louca é quem fez isso com ela”, ressalta Rosana.
De acordo com o Major Medeiros, da Polícia Militar, não houve nenhum registro dessa natureza, e só se pode tomar uma providência após uma denúncia oficial, por escrito, através da ouvidoria para apurar o que houve.






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3 comentários ↓
1 Joselito // 19 de Agosto de 2008 às 22:42
Estamos bem servidos com essa policia hein….ela esta virando um cancer!!
2 wesley // 21 de Agosto de 2008 às 21:54
se de fato houve espancamento ,os policiais devem ser rigorosamente punidos porque policial não é pago para espancar em nehum cidadão cadê agora os direitos humanos?
3 sormany // 22 de Agosto de 2008 às 6:12
A policia, além de não resolver muita coisa ainda espanca uma senhora? um absurdo!!!!!
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