30 - ago - 2008

Caetano Veloso diz que repórteres da Folha e do Estadão não sabem escrever

  • Por Érika Valois/ Redação Portal IMPRENSANa última quinta-feira (28), Caetano Veloso rebateu as críticas feitas pelos repórteres da Folha de S. Paulo e do Estadão ao show em que ele, ao lado de Roberto Carlos, cantou Tom Jobim em homenagem aos 50 anos de Bossa Nova, na última segunda-feira (25), no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Em seu blog, Obra em Progresso , o músico chamou a repórter da “Ilustrada”, Sylvia Colombo, de “boba” e Jotabê Medeiros, do jornal O Estado de S. Paulo, de “burro” e disse ainda que ambos “não sabem nem escrever”.

    No texto, Caetano afirmou que “se o show fosse no Ginásio do Ibirapuera, o ruído dos aplausos assustaria a boba da Folha e o burro do Estadão”. O baiano escreveu, ainda, que “há anos não lia nada tão errado sobre música brasileira”.

    O cantor disse também que estava com saudade de São Paulo e que se sentiu esperaçoso ao passear pela cidade. “Nem o provincianismo fraco dos articulistas dos dois grandes jornais conseguiu abalar essa sensação”, disse ele que ressaltou que o Brasil de Tom Jobim precisa estar à altura da Bossa Nova, precisando estar longe daqueles que são “débeis de cabeça e de coração”.

    Caetano chamou atenção para o fato de que escrevia em resposta àqueles que comentaram as críticas feitas pelos dois periódicos para informar que as leu igualmente e que ficou “com pena dos dois fanfarrões que não sabem nem escrever” e que segundo ele, apresentam erros de português, redundâncias e obscuridades em seus textos

    A repórter da Folha, Sylvia Colombo, escreveu, na última quarta-feira (27), uma matéria intitulada “Roberto e Caetano fazem show chato” em que classificou o evento como “elitista” e disse que, ao cantarem juntos, os músicos “foram artificiais, entre sorrisos amarelos e abraços pela metade”.

    No texto “Caetano, o Rei e o show de naftalina”, do jornal O Estado de S. Paulo, Jotabê Medeiros classificou a noite como “tediosa” e afirmou que “a bossa de Caetano e Roberto, ao menos nesse show, está doente e chamaram dois totens da MPB para fazer a necrópsia”.

    Na edição desta sexta-feira (29) do jornal Folha de S.Paulo, a colunista Bárbara Gancia saiu em defesa de Roberto e Caetano e criticou os colegas de trabalho.

    Bárbara afirmou que, apesar de evitar falar sobre o rei Roberto Carlos desde que ele censurou a publicação de sua biografia, teve de dar o braço a torcer e admitir que o espetáculo “saiu melhor do que a encomenda”.

    Gancia relatou que ficou surpresa ao ler as críticas sobre o show e chegou a duvidar se ela, Sylvia e Jatobê estavam no mesmo espetáculo.

    “Você pega dois artistas de uma certa idade, de estilos solidificados e glorificados, os coloca para cantar um repertório clássico e quer que eles promovam a queda da Bastilha?”, disse a colunista em resposta às críticas de que o show não surpreendeu em nada. Na opinião dela, a apresentação teve na simplicidade o ponto forte.

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    3 Comentários

    1. Dois referênciais da música popular brasileira.Quantos aos critícos – o que se espera dos mesmos …critícas!.

    2. juscelino disse:

      na verdade o brasileiro não sabe respeitar a opinião do outro.nenhum ser humano é igual. E normal que uns achei bom e outros ruin.caetano não soube respeitar a opinião dos josnalistas.e é claro q se tratando dele e roberto carlos juntos é privisão de grande show.talvez ficou abaixo da espectativa dos dois jornalistas.

    3. Ney disse:

      Criticar sem critério e detonar pessoas é prática contumaz de boa parte da imprensa e afins por todos os cantos desse país (inclusive na nossa cidade)
      Ocorre que com Caetano a coisa é diferente e o troco é certo.
      A essa altura do campeonato os críticos em questão já sabem que perderam uma otima oportunidade de permanecerem calados.

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