Em sete estados, mudança começa a partir de segunda-feira (1º)
Taxa máxima cobrada para a mudança será de R$ 4, diz Anatel.
A partir de segunda-feira (1º), 718 cidades brasileiras vão começar a se beneficiar de uma novidade que depois vai se espalhar pelo país todo.
Atualmente, uma simples troca de número de telefone pode não ser só uma dor de cabeça, mas também pode resultar em prejuízos para empresas.
O empresário Luís de Mattos, por exemplo, chegou a avisar 5 mil clientes da troca de número, mas não sabe se conseguiu atingir todos. “Mesmo assim a gente acha que não cobriu todo mundo”, diz ele.
Mudar de endereço e levar junto o numero de telefone fixo já vai ser possível a partir de 1º de setembro. Mas só para mudanças na mesma cidade ou para municípios vizinhos. É a chamada portabilidade, que também começa a valer para os celulares. Muda a operadora, mas o número fica com o usuário.
A nova regra será adotada aos poucos no país até março de 2009. E começa em 718 cidades de sete estados: São Paulo (municípios com código de área 14 e 17), Paraná (43), Minas Gerais (37), Espírito Santo (27), Goiás (62), Piauí (86) e Mato Grosso do Sul (67).
Insatisfação
Goiânia está entre as primeiras cidades a experimentar a novidade. Insatisfeito com sua operadora, o professor de educação física Danillo Khoury está entre os que não vêem a hora de trocar de fornecedor. “Eu estava preso à operadora só pelo fato de ter o mesmo número, agora podendo mudar, com certeza vou mudar de operadora”, ressalta.
O engenheiro Fernando Pompeu está de olho num apartamento novo. Mas faz questão de manter o telefone velho, que todos os amigos conhecem. “Vai ficar mais fácil de avisar: olha, estou morando aqui, vem me visitar”, diz.
Para garantir ao cliente o mesmo número de telefone, será cobrada uma taxa de no máximo, R$ 4. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já prevê aumento da concorrência entre as empresas.
“Cria uma nova oportunidade, uma nova maneira de aumentar a competição. A competição se faz em termos de baixar preço, em termos de melhorar a qualidade e em termos de atendimento ao usuário”, ressalta o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.
*Fonte: G1








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