Redação CORREIOCom a base dividida na disputa pelo segundo turno em Salvador entre o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) e o deputado federal Walter Pinheiro (PT), a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o apoio do governador da Bahia, Jaques Wagner, e de ministros ganharam um foco ainda maior.
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, liderança do PMDB, está de cabeça na campanha de João Henrique, o que deixa o governador mais a vontade para também entrar efetivamente na campanha de Pinheiro.
João Henrique e Walter Pinheiro chegaram ao segundo turno praticamente empatados. Eles tiveram 30,97% e 30,06% dos votos válidos, respectivamente. Ao comentar o resultado na noite de ontem (5), Jaques Wagner chegou a dizer que sua participação na campanha de Pinheiro será na mesma medida do envolvimento de Geddel na campanha de João Henrique.
‘Vou sugerir para o presidente que, nas cidades onde haja disputas entre PT e PMDB, os membros do governo fiquem eqüidistantes. Mas se o ministro continuar a liderar, eu não vou ficar isento. Ou não sobe ninguém, ou sobe todo mundo. E não apenas eu e o ministro Geddel’, disse Jaques Wagner.
Já Geddel nem ensaia arredar um passo da campanha de João Henrique. O PT resolveu furar a fila não apoiando o prefeito João Henrique do PMDB. Diante disso não temos atrelamento com o projeto do PT, disse.





