22 - out - 2008

TIM Brasil muda e tenta deixar problemas para trás

  • Este não tem sido um bom ano para a TIM Brasil. No primeiro semestre, a empresa acumulou R$ 142 milhões em perdas. Em agosto, foi ultrapassada pela Claro como a segunda maior operadora de celulares do País. A situação fez com que a TIM tomasse uma série de medidas. Internamente, contratou uma consultoria para se reestruturar e trocou executivos. A operadora lançou serviços de telefonia fixa e de celular de terceira geração (3G). Os resultados, no entanto, ainda não apareceram nos balanços. A divulgação dos números do terceiro trimestre está marcada para 5 de novembro.
    “Na verdade, temos mais clientes que a Claro, se a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) levasse em conta os assinantes de telefonia fixa”, afirmou o presidente da TIM Brasil, Mario Cesar Pereira de Araujo. Ele preferiu não dizer quantos clientes de telefonia fixa já tem, mas informou que o número deve ser divulgado com o novo balanço. A TIM tem uma licença de telefonia fixa e oferece o serviço com sua infra-estrutura de telefonia celular. Em setembro, a TIM tinha 35,2 milhões de assinantes e a Claro, 35,6 milhões. “Nossa preocupação é mais com participação de receita do que com participação de mercado”, disse Araujo. Mesmo assim, a TIM atraiu, no primeiro semestre, clientes que geram baixa receita, o que prejudicou seu faturamento médio por assinante. “Eles não abrem os números, mas talvez tenham tido uma perda maior de pós-pagos”, disse Luciana Leocádio, chefe de análise da Ativa Corretora.

    As expectativas do mercado são de números melhores no terceiro trimestre. O presidente da TIM preferiu não comentar, limitando-se a dizer que não poderia porque a operadora é uma empresa aberta. Araujo disse que vários fatos negativos, e não-recorrentes, aconteceram no primeiro trimestre. A empresa teve um problema com seu canal de televendas, que levou a um aumento da provisão para devedores duvidosos. Ela ofereceu uma promoção agressiva, de ligações com minutos de R$ 0,07, que acabou afetando a receita. O lançamento dos serviços de terceira geração (3G) levaram mais tempo que o esperado para receber o sinal verde da Anatel. A TIM espera chegar ao fim do ano com uma margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 22%. No primeiro trimestre, o indicador ficou em 17,9% e, no segundo, em 20%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

    *Fonte: Agência Estado

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