26 - fev - 2009

Campanha da Fraternidade foca segurança

  • Pela primeira vez, o Santuário Nacional de Aparecida, a 164 km São Paulo, recebeu o lançamento nacional da Campanha da Fraternidade. Tradição entre os católicos, a campanha é organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e realizada desde a década de 1960, sempre durante a quaresma.

    Neste ano, o tema é ‘Fraternidade e Segurança Pública’. Além de propor a busca pela paz, a campanha deve dar chance para para que católicos reflitam e denunciem até mesmo crimes contra a ética e a gestão pública.

    O lançamento ocorreu durante missa com cerca de cinco mil pessoas no Santuário Nacional. Ela foi celebrada por Dom Raimundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, e também pelo secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa.

    Inspirado pelo tema segurança, as atividades da campanha devem abrir espaço para que católicos reflitam sobre assuntos variados, que vão desde a imunidade parlamentar para crimes comuns e até mesmo propor um novo modelo de Justiça com aplicação de mais penas alternativas. As ações e debates serão realizados em dioceses e paróquias do Brasil durante as missas e também em encontros de formação em grupos de pastorais.

    Paz positiva - Em Aparecida, Dom Dimas Lara Barbosa foi o responsável pela homilia que apresentou a campanha e destacou os principais objetivos do período de reflexão que vai até a Páscoa. “É preciso construir a paz positiva e não a paz da violência”, afirmou dom Dimas.

    Segundo o secretário-geral, a campanha vai discutir todo tipo de violência. “Há o problema da violência doméstica em que a criança e a mulher são as maiores vítimas. Há ainda a violência simbólica que criminaliza as pessoas que moram nas favelas”, explicou.

    Dom Dimas lembrou também que a Segurança Pública não é uma responsabilidade apenas do governo, mas de toda a sociedade. Ele disse que é preciso vencer a indústria do medo. ‘Constatamos com tristezas que algumas chagas não são exclusivas do Brasil, como o crime organizado, a corrupção e a violência’, sublinhou.

    Para o secretário, políticas públicas são um caminho para a segurança, mas ‘não bastam’. Para ele, o tema não diz respeito apenas aos órgãos do governo, mas a toda sociedade.

    *Fonte: iBahia

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