Professores discutiram e aprovaram paralisação dia 04 de junho.A plenária da Adusb, reunida em Assembleia Geral realizada nesta terça, 26, no Campus de Jequié, aprovou o indicativo do Fórum das AD’s de paralisação das atividades acadêmicas no próximo dia 04 de junho. A data representará mais uma ação no calendário de mobilização contínua do Movimento Docente baiano (MD) frente aos ataques do Governo do Estado às universidades.
Ao abrir as discussões em torno da paralisação do dia 04 de junho, o presidente da Adusb, Alexandre Galvão contextualizou os motivos que estão levando o MD a radicalizar, apontando a revogação da Lei 7176/97 e os cortes impostos pelo governo às repartições públicas, incluindo as universidades, como principais fatores. “Não podemos aceitar os ataques às universidades em nome de uma crise. Estamos reagindo e esta paralisação é mais uma atividade contínua de mobilizações. Se o governo continuar da maneira que está, nós não sabemos onde vamos parar”, frisou Galvão. A primeira ação foi realizada no dia 19 de maio com o “Dia de Luta em Defesa das Universidades Estaduais Baianas”.
Sinalizando favorável à paralisação, os docentes denunciaram a situação que suas atividades estão submetidas, em especial no Campus de Jequié. O professor Jorge Barros chamou a atenção lembrando que “quando os banqueiros lucram, nenhum governo chama o funcionalismo público para dividir os lucros, mas na hora do prejuízo todos somos chamados, por isso devemos retomar o processo de mobilização”.
Para o dia 04 de junho está previsto uma “Aula Magna” em frente à Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), a ser ministrada por professores das quatro Associações de Docentes. Também será protocolado um ofício solicitando uma audiência entre o Governador Jaques Wagner e o Fórum das AD’s, conforme foi cobrado durante a manifestação que a Adusb realizou por ocasião da sua visita à Vitória da Conquista, na semana passada.
Os professores também elegeram dois representantes da Adusb para o Conselho do Andes-SN (CONAD), que ocorrerá em julho na cidade de Curitiba, Paraná. O professor Alexandre Galvão foi eleito como representante de Vitória da Conquista e Kleber Silva representará Jequié. Itapetinga não manifestou interesse em participar do congresso.
O último ponto, que estabelecia a criação do Fundo de Mobilização não foi aprovado pela plenária. Depois de discutir o assunto por um longo período, os presentes à assembleia entenderam que a proposta não era viável e preferiram que a diretoria continue a utilizar o sistema de arrecadação que já acontece, atualmente de 1% (um por cento) sobre o valor liquido do salário. O indicativo de criação do Fundo de Mobilização foi proposto na assembleia ocorrida em Itapetinga dia 07 de maio.
Mauri de Castro Azevedo





