18 - ago - 2009

Professores da Uesb paralisam atividades amanhã

  • O dia deverá ser marcado por novos protestos e
    denúncias dos cortes imposta pelo governo às UEBA.

    Os professores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) vão paralisar as atividades nesta quarta, 19 de agosto. A categoria decidiu “cruzar os braços”, pela segunda vez neste ano, para demonstrar ao Governo do Estado a inconformidade com a política de cortes de verbas imposta com o objetivo de conter os “supostos efeitos” da crise mundial na economia baiana, além de manter as denúncias sobre os desmandos governamentais com a educação pública.

    O dia será marcado por uma concentração, seguida de manifestação, às 14h em frente à Secretaria de Administração (Saeb) e Governadoria, localizadas no Centro Administrativo da Bahia (CAB). A atividade faz parte do calendário de mobilizações proposto pelo Fórum das Associações de Docentes e está sendo organizado pelo Fórum das Entidades (que reúne representantes dos docentes, dos servidores técnico-administrativos e dos discentes das quatro UEBA).

    Os decretos governamentais, em vigor há seis meses estão inviabilizando o perfeito desenvolvimento das atividades acadêmicas, uma vez que prejudicam projetos em andamento, impedem a participação de técnicos e docentes em eventos internacionais, suspendem temporariamente a contratação de técnicos e professores em caráter temporário e a concessão de gratificações (CET e RTI), inviabilizam a realização de cursos de capacitação para técnicos e dificultam a participação de estudantes em eventos científicos.

    Lei 7176 – Na última semana, os docentes foram pegos de surpresa com a notícia da entrega de duas minutas substitutivas à Lei 7176/97 somente aos reitores das universidades. O Movimento Docente (MD) sempre questionou a sua vigência, desde quando foi publicada em 1997, e ao longo dos últimos 12 anos vem pedindo a sua revogação, elaborando subsídios para a lei substituta. Contudo, ao divulgar as novas propostas, o governo desprezou as principais contribuições apresentadas pelo MD, mostrando assim, a sua incapacidade de ouvir as categorias que compõem as universidades, principais agentes atingidos com a lei.
    Na opinião dos professores, se a nova proposta for aprovada, sem um processo de mobilização e discussão com a comunidade acadêmica, corre-se o risco de aprofundar a quebra de autonomia no que diz respeito a gestão administrativa e financeira, com repercussões na autonomia didática e científica das UEBA, além de impor um modelo de gestão baseado numa lógica produtivista. Por isso, “as UEBA vão paralisar contra um processo de intervenção violentíssimo que está por vir”, avalia o presidente da ADUSB, Alexandre Galvão.

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