Entidade pressiona deputados a aprovarem proposta que vincula reajuste da aposentadoria ao mínimo e que acaba com o fator previdenciário. Parlamentar que votar contra projetos dos aposentados terá nome divulgadoAposentados prometem aumentar pressão sobre deputados para aprovar projetos que aumentam aposentadoria
Rodolfo Torres
Representantes de aposentados prometem fechar o cerco ao Congresso esta semana para pressionar os deputados a aprovarem duas propostas que interessam à maioria dos 26 milhões de beneficiários da Previdência Social em todo o país. O objetivo é forçar a Câmara a aprovar o projeto (PL 1/07) que vincula o reajuste das aposentadorias ao salário mínimo e o que extingue (PL 3299/08) o índice que reduz o valor do benefício de quem se aposenta antes da idade prevista em lei, o chamado fator previdenciário.
O primeiro item está na pauta do Plenário e pode ser votado amanhã (leia mais). O segundo deve ser votado hoje (3) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) promete levar centenas de aposentados à Casa nesta terça-feira e ameaça divulgar os nomes dos parlamentares que votarem contra essas duas propostas.
“Em 2010 teremos eleições. Será o momento propício para os 26 milhões de aposentados brasileiros saberem realmente quem são seus amigos na Câmara. Assim poderão votar de forma consciente, sem medo de se arrepender”, afirmou o presidente da Cobap, Warley Martins Gonçalles.
A estratégia do grupo é usar a agenda eleitoral para minar a resistência dos deputados que costumam votar de acordo com as orientações do governo. O Ministério da Previdência é taxativamente contra a aprovação das duas proposições e articula, no caso do fator previdenciário, a aprovação de uma medida alternativa.
O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), cobra o cumprimento de um acordo fechado em agosto por representantes do Executivo e de entidades de aposentados e sindicalistas. Na ocasião, foi acertado que os aposentados que recebem acima de um salário mínimo terão reajuste de 2,5% a partir de 2010.
Para que essa proposta vá adiante, de acordo com o petista, foi acertado que algumas proposições não seriam mais votadas pelos parlamentares. Entre elas, o PL 01/07 e o veto presidencial a um trecho da MP 268, que garantia aumento de 16,67% aos aposentados retroativo a 2006 (leia mais).
Atrelamento ao mínimo
O texto original do PL 01/07 estabelece reajustes permanentes do mínimo e já foi aprovado pelos senadores com emendas. A proposta, que beneficia 8,1 milhões de aposentados, aguarda há meses deliberação da Câmara. Os deputados devem votar a emenda apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS) à proposição, que garante a todos os beneficiários da Previdência Social o mesmo modelo de aumento do mínimo. A nova regra valeria já em 2010.
O governo afirma que os cofres públicos perderiam R$ 3,5 bilhões apenas em 2008 caso o PL 01/07 já tivesse sido aprovado. De acordo com cálculos do Ministério da Previdência, somente a aprovação do reajuste beneficiário atrelado ao salário mínimo causaria um impacto imediato de R$ 6,8 bilhões nas contas da Previdência em 2009.
“Compreendemos as reivindicações, mas isso não é possível neste momento”, afirma Henrique Fontana. O petista explica que existe uma política de governo para valorizar as aposentadorias.
O relator do projeto que extingue o fator previdenciário, Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), rebate o líder do governo e diz que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), assumiu o compromisso de submeter as duas propostas ao plenário. “Se cumprirem o acordo de votar o PL 01, tudo bem. Se não cumprirem, a pressão aumenta”, avalia.
Fim do fator previdenciário
No parecer que apresentará à CCJ, última etapa de tramitação da proposta antes do plenário, Arnaldo defende a extinção do fator previdenciário. “Meu voto será pela constitucionalidade do fim do fator previdenciário”, adiantou o deputado paulista ao Congresso em Foco. Segundo ele, o índice leva a perdas de até 40% nas aposentadorias dos homens e de até 50% nas das mulheres.
“Estamos mantendo o texto do Senado”, explica o relator. Caso o texto original do Senado – de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) – seja aprovado pelos deputados, caberá ao presidente Lula decidir se o fator previdenciário será realmente enterrado. “Por ser próximo a ano eleitoral, o governo vai deixar as barbas de molho”, considera o deputado do PTB.
O relatório elaborado por Arnaldo Faria de Sá também estabelece que as aposentadorias voltem a ser calculadas de acordo com a média aritmética simples dos últimos 36 salários de contribuição do trabalhador.
Criado em 1999 pelo governo Fernando Henrique Cardoso para conter os gastos da Previdência Social, o fator previdenciário é inversamente proporcional à idade de aposentadoria do segurado. Ou seja, quanto menor a idade no momento da aposentadoria, maior é o redutor e, consequentemente, menor o valor do benefício recebido. Dessa forma, quem se aposenta sob a influência do fator não recebe o mesmo valor com que contribuiu para a seguridade social.
“Avanço possível”
O governo anuncia que vai tentar emplacar outro parecer, produzido pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS) na Comissão de Finanças e Tributação. Líder do governo na Câmara, Henrique Fontana descarta a extinção súbita do fator previdenciário, porque isso, segundo ele, traria dificuldades orçamentárias para o governo.
Segundo o governo, esse instrumento injetará mais de R$ 1 bilhão na Previdência apenas em 2009. Para Fontana, o texto produzido por Pepe Vargas é o “avanço possível” e “responsável”, uma vez que garantirá R$ 404 milhões a mais para a Previdência apenas no próximo ano.
O relatório de Pepe propõe tempo mínimo de idade, somado ao tempo de contribuição, para que homens e mulheres se livrem do redutor de aposentadorias.
Pela proposta, elas terão de contribuir 30 anos e ter, no mínimo, 55 anos de idade para não pagar o fator. Já eles, para se livrarem do fator, devem contribuir por 35 anos e ter, no mínimo, 60 anos de idade.
Ou seja, somente quando a soma do tempo de contribuição previdenciária com a idade chegar a 85 (para as mulheres) e 95 (para os homens), o fator previdenciário deixará de existir. O Congresso em Foco procurou o senador Paulo Paim, autor das duas propostas, para comentar o assunto. Mas ele não retornou o contato feito pelo site.
Fonte: Congresso em Foco






Estabelece um índice de reajste a todos com base no indice de reajuste de preços, patindo desde 1994 pagando os juros daquela data jé em 2010 e fixa uma igualdade de reajusto em 2011 a todos, tanto para salario minimo, como para quem ganha cima deste e extingue o fator previdenciário já já.
-Faça devover o dinheiro roubado através dos corrúpitos de forma ilícida para os cofres do governo.Levando em consideração que este é nosso.Abraços
Estabelece um índice de reajste a todos com base no indice de reajuste de preços, patindo desde 1994 pagando os juros daquela data jé em 2010 e fixa uma igualdade de reajuste em 2011 a todos, tanto para salario minimo, como para quem ganha cima deste e extingue o fator previdenciário já já.
-Faça devover o dinheiro roubado através dos corrúpitos de forma ilícida para os cofres do governo.Levando em consideração que este é nosso.Abraços
esse grupo de deputados que existe na camara federa, nao tem pena dos aposentados,nem do pai nem da mae deles.sao os amaldiçoados. vamos da o troco nas urnas em 2010
os senadores sim, demonstraram, e estao do nosso lado e mostraram porque sao senadores votando unanimidade em favor dos aposentados.
O Governo tem no Congresso Nacional, um grupo que só fazem aquilo que interessa o Governo Lula. Os póbres aposentados que estão frequentando as galerias, na esperança de vêrem seus reajuste aprovado, uma hora dessas vão acabar no cacetete da policia no Congresso. êles, coitados, não tém ninguém que os defendem. Aposentados só prestam para votar, na esperança de terem um representante no Congresso. Coitado! A única maneira que lhes resta é dar o trôco aos Deputados que se dizem defensores deles. pois ninguém vale nada. êles deveria saber que o voto de um aposentado, vale tanto quanto o deles. As eleições estão se aproximando… e só nos resta acordar!!! Eu sofrí tanto para pagar as mensalidades que o próprio INSS exigia, para que no fim da vida podesse pelo menos viver. Mas infelizmente, o dinheiro que pagamos ao INSS, alguém colocou no bôlso, e agora para nos devolver ficou difícil, infelismente em nosso País, aqueles que deveria fazer Justiça, são oos mais injusticeiro da História brasileira: Os Congressistas!!!
No próximo ano, se ainda for vivo, darei a resposta que os Deputados merecem. São poucos os que merecem nosso voto. Para isso estamos anotando nome por nome, afim de sabermos em quém votar. Caso a Justiça não fôrem feita naquilo que temos direito, êles vão ver como é bom tratar os aposentados da maneira que estão sendo tratado. Sómente os Senadores fizéram sua parte, votando por unanimidade ao nosso favor. Os Deputados fíquem espertos, pois nas eleições estamos prontos para dar o trôco!
para aumentar o salario minimos eles não aprovam mais para roubar dinheiro nosso,eles roubam…