Por Caíque Santos
Rafael Cortez é um dos integrantes do programa CQC, “Custe o Que Custar”, uma mistura de jornalismo e humor. Apresentado por Marcelo Tas, Marco Luque e Rafinha Bastos, as reportagens ficam a cargo de Rafael Cortez, Danilo Gentili, Felipe Andreoli, Oscar Filho e Mônica Iozzi. Considerado um dos maiores sucessos na TV brasileira, o formato do programa pertence à produtora “Cuatro Cabezas” e veio da Argentina sendo também exportado para a Itália, Espanha, Israel, Chile, México, Equador e EUA. O programa foi capa da revista IMPRENSA pelo fato de seus integrantes terem sido barrados no Congresso Nacional.
Rafael Cortez além de jornalista é comediante adepto do formato “stand-up comedy”e esteve em Vitória da Conquista no último final de semana apresentando seu show. Em entrevista exclusiva oo Núcleo de Notícias, Cortez falou sobre o tipo de jornalismo praticado no programa e comentou as comparações com o programa “Pânico na TV!” .
Núcleo de Notícias – Seria uma nova vertente do jornalismo essa coisa do humor? É um trabalho de humor ou jornalístico?
Rafael Cortez - Você diz do CQC especificamente? Eu acho que é um serviço jornalístico que se utiliza do humor como uma ferramenta fundamental. Se você me pede uma definição para mim, Rafa Cortez, eu digo que é um programa jornalístico sim, porque se preocupa em acompanhar coisas que têm acontecido e que são cobertas ao mesmo tempo por veículos em outras abordagens. Nessa vertente, essa opção de entretenimento cultural, a gente se vê como jornalistas, mas ao mesmo tempo a gente sabe muito bem que a nossa abordagem e a maneira que a gente utiliza de tudo para conseguir furos e acontecimentos e coisas legais pra caramba, se dá através do humor.
NN – A princípio houve uma comparação do público entre o trabalho de vocês e do “Pânico”. Houve até quem dissesse que era uma imitação do “Pânico”. Com o tempo notamos a diferença. Existe alguma semelhança com o trabalho desse pessoal?
R.C. - Existe, claro. O Pânico estava aqui antes do CQC Brasil. O CQC como conceito já existia na Argentina antes do Pânico, inclusive a gente sabe que o Pânico bebeu muito dessa fonte, o Emílio assistiu coisas do CQC da Argentina, e concebeu o Pânico aqui com maestria, muito bem. Eles foram revolucionários quando estrearam, e depois com a chegada do CQC muitas pessoas foram muito injustas com o Pânico, colocando-os em comparativo direto, dizendo que era o fim do programa, um programa que deu 05 anos de humor ininterrupto e de coisas divertidíssimas para a sociedade brasileira, e que promoveu artistas, que fez as pessoas questionarem o papel das celebridades, etc. e tal. É óbvio que temos muitas semelhanças com eles e eles muitas semelhanças conosco, afinal, os nossos abordados são os mesmos. Essa é a coisa que nos liga assim. As semelhanças existem nas coincidências de abordagem. Nós vamos às mesmas festas, cobrimos os mesmos eventos, consequentemente como ambos fazemos as coberturas com humor, existem muitas coincidências. No entanto, as coincidências terminam aí. A partir do momento que você vê a abordagem, você percebe que nós fazemos uma abordagem mais cara limpa, eu diria uma abordagem mais elegante. O Pânico já faz uma abordagem mais estereotipada. Ambas podem ser engraçadas, talvez a do Pânico em algum momento seja mais engraçada porque pesca mais daquelas coisas do inventário comum, das caricaturas, que o povo adora, dos estereótipos e do personagem. A gente só trabalha com a realidade, de cara limpa, nunca de máscara, peruca, touca e por aí vai.
NN- Qual o plano do CQC em relação ao futuro? Vai ser aquele formato ou vocês já planejam alguma coisa diferente do formato do programa? Vai ter alguma novidade?
R.C - Ó, um dos êxitos do CQC no mundo aí, nos países onde já deu certo, é uma constante preocupação em relação à reinvenção do programa. Eu nunca vi o CQC se acomodando em um formato. Eles sabem qual é a indumentária que eles usam, a maneira de abordar, sabem qual é o perfil editorial, o perfil de arte, etc., e fazem um respeito muito grande à isso, mas eu sempre vejo a coisa funcionando bem nos outros países porque há um cuidado e um olhar de fora o tempo inteiro, de reinventar o programa. Isso vai acontecer no Brasil. Já aconteceu de 2008 pra 2009, e certamente vai acontecer de 2009 pra 2010. E esse cuidado é tão grande, que nós integrantes do programa não sabemos nem te dizer o que vai Ter de novo em 2010. É um cuidado gigante, os caras que perguntam, que questionam isso, que formulam tudo, eles não nos contam antes da hora, porque sabem que somos “boca aberta” e vamos contar pra vocês, então também não sei o que vai acontecer em 2010.
NN – Comenta-se que há interesse da Record pelo programa. Existe alguma possibilidade disso acontecer?
R.C. - 2012, talvez, eu sei que o CQC tem um contrato com a Band até o final de 2011. Se esse interesse existiu de verdade, a proposta não deve ter sido muito tentadora, porque o programa não mudou de emissora. Houve uma especulação aí em torno de alguns integrantes do programa, para migrarem de emissora, mas aí cada um definiu o que queria pra sua vida. Cada um teve sua proposta, alguma alternativa, mas que eu saiba, todos vamos ficar.
NN- Quando você vai em cada cidade, como se prepara para tentar se adaptar ao conhecimento de mundo de cada local? Ou você faz o mesmo show para todos os locais?
R.C – A abertura do meu show é diferente em todas as cidades. Nunca é a mesma, e aliás, a cada apresentação a abertura é diferente, nunca fiz um show com começo igual. O miolo e o fim são sempre iguais. Se eu estou em Santana do Agreste e sei de alguma história legal, eu vou tentar introduzir, porque é o momento de criar uma empatia com o público, uma relação direta. Pra eles eu sou um cara que aparece às segundas-feiras na casa das pessoas e que não tem uma relação direta, e eu tento criar essa relação direta no início dos shows, sempre. Então, ontem aqui em Vitória da Conquista, tentei fazer piadas ligadas à cultura da cidade. Como eu não sei muito da cultura de Vitória da Conquista, eu fiquei brincando com o nome. Para o show dessa noite eu vou fazer uma brincadeira em cima do aniversário da cidade, de 169 anos, que é Segunda-feira, que é um feriado… Agora o meio e o fim eu tento manter, apesar de adotar hoje uma coisa diferente também. Hoje eu vou inverter um pouco a ordem das abordagens que eu tenho. De ontem pra hoje eu percebi que tem algumas coisas que eu coloquei no meio, e que ficam mais legais no fim, e algumas coisas que estavam no começo que podem ficar no meio, por aí vai.
Ouça a entrevista:








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1 comentário ↓
1 luciene ferraz // 28 de novembro de 2009 às 20:10
Fui ao xou de Rafa aqui em Conquista e axei surpreendent.
È incrível a maneira q ele interag com o público.
Criativo,original,divertido,
sempre usando humor inteligent.
Tomei 1 susto quando d repent
ele passou do meu lado distribuindo pipok pra platéia
e minutos dpois não conseguia acreditar
q eu stava com ele do meu lado tirando 1 foto comigo.
Foi 1 noit íncrivel,inesquecível,única.
Rafa sou sua fã e tambm fã do CQC.Spero q vc tnha
gostado da minha cidad.
Quando vierà Bahia outra vz tnha crtza q será recbido
com o mesmo krinho.
Bjos d sua vitoriosa conquistadora fã.Lú.
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