30 - nov - 2009

Governo monitora águas da região de Caetité

  • O Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ) e a Secretaria de Saúde
    (Sesab) notificaram nesta sexta-feira (27) as Prefeituras Municipais de
    Caetité, Lagoa Real e Livramento de Nossa Senhora, na região Sudoeste do
    Estado, a suspenderem, preventivamente, o consumo de água de seis poços e
    mananciais superficiais que são utilizados por parte da população da zona
    rural destes municípios.

    De acordo com os resultados da última campanha de coleta de amostra de água
    na região, realizado no final de setembro pelo INGÁ, foi detectada a
    presença de radioatividade alfa e beta acima do permitido pela portaria
    518/04 de potabilidade de água do Ministério da Saúde.

    Os seis pontos são: *Torneira do Chafariz público do povoado de Maniaçu
    (Caetité)*; *Caixa d’água da fazenda Paiol*, próximo ao povoado de Lagoa de
    Timóteo (Livramento de Nossa Senhora) – propriedade particular cuja água é
    utilizada por um pequeno número de pessoas -; *Caixa d’água da fazenda
    Goiabeira* (Lagoa Real) – propriedade particular cuja água é utilizada por
    um pequeno número de pessoas; *margem da Lagoa Grande *(Lagoa Real) – que é
    utilizada para dessedentação (consumo) animal; *cacimba em frente ao colégio
    Dom Eliseu, *do povoado de Lagoa Grande, no município de Lagoa Real; e *Açude
    Cachoeirinha “Tanque do Governo” *(Caetité), utilizado para dessedentação
    (consumo) animal.

    Novas análises detalhadas foram realizadas pelo INGÁ no mês de novembro nos
    mesmos locais para investigar qual o elemento que está provocando a radiação
    na água. A investigação vai apontar de onde vem o elemento emissor de
    radioatividade dos poços artesianos e lagoas da região, além da indicação do
    melhor tratamento para se retirar o elemento radioativo da água. A previsão
    de divulgação destes resultados é de 20 dias.

    Por medida de precaução, a recomendação do Governo da Bahia é de que as
    Prefeituras Municipais indiquem formas alternativas de abastecimento de água
    para a população destas regiões.

    *ÁGUA DA EMBASA NÃO OFERECE RISCOS*

    A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) abastece as populações da
    zona urbana dos referidos municípios com água potável e tratada. Esta água
    não oferece qualquer risco à saúde humana. Além disso, a Embasa realiza
    rotineiramente a análise da água de todos os mananciais utilizados para
    consumo humano.

    Na próxima segunda-feira (30), uma equipe da Defesa Civil do Estado,
    vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, irá
    visitar a região para conhecer o número de famílias que porventura
    necessitem de fornecimento alternativo de água – o que deverá ser
    providenciado pelas três Prefeituras Municipais notificadas pelo INGÁ e pela
    Sesab.

    * *

    *MONITORAMENTO É PERMANENTE*

    Desde 2008, o INGÁ realiza trimestralmente a coleta e análise laboratorial
    de amostras de águas superficiais e subterrâneas em todos os pontos
    utilizados para abastecimento humano da população dos municípios de Caetité,
    Lagoa Real e Livramento de Nossa Senhora. As campanhas, que fazem parte do
    Programa Monitora, analisam os parâmetros de radioatividade, urânio e de
    qualidade (ph, temperatura, turbidez, oxigênio dissolvido, demanda
    bioquímica de oxigênio, coliformes termotolerantes, nitrogênio total,
    fósforo total e resíduo total).

    A Secretaria da Saúde do Estado está acompanhando os resultados deste
    monitoramento de qualidade de água, e adotando as medidas de vigilância em
    saúde, em conjunto com as secretarias de saúde destes municípios.

    *Resultados de radiação alfa e beta respectivamente:*

    Torneira do Chafariz público* – 0,5 e 2,3*

    Caixa d’água da fazenda Paiol* – 0,2 e 0,5*

    Caixa d’água da fazenda Goiabeira* – 0,5 e 0,9*

    Margem da Lagoa Grande* – 0,4 e 1,2 *

    Cacimba em frente ao colégio Dom Eliseu* – 0,3 e 0,3*

    Açude Cachoeirinha “Tanque do Governo” – *0,1 e 1,0*

    A portaria 518 de 2004 do Ministério da Saúde indica como limites 0,1 (2)
    para alfa global e 1,0 para beta global.

    *27/11/09*

    *Ascom INGÁ*

    Mais informações:

    Letícia Belém/Joanita Nascimento / Tiago Miranda / Patrícia Moreira

    (71) 3116-3286/ 3042 /3215 /9966-7345


    Assessoria de Comunicação
    Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ)
    Secretaria do Meio Ambiente
    (71) 3116-3215/ 3286/ 3042 /3024

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    1 Comentário

    1. Engeo. W. Anúnciação disse:

      As autoridades competentes – Secretaria de Meio Ambiente do estado e muinicipio, Secretaria de Saúde,IBAMA, não governamentais GREPEACE dentre outros – Também a IMPRENSA, deveriam cobrar públicamente ua resposta oficial da empresa,sobre esse GRAVÌSSIMO PROBLEMA.

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