24 - fev - 2010

Cúpula da Secretaria de Segurança Pública visita Conquista para fazer “sintonia fina”

  • dsc00925.jpgA Cúpula da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, chefiada pelo secretário César Nunes, o comandante da PM, coronel Nilton Mascarenhas e demais autoridades, convocou a imprensa para uma coletiva na manhã desta quarta (24). Com um excelente humor, o secretario César Nunes e a Promotora Ana Rita, apesar de informarem pouco, foram os que mais falaram, patenteando um estilo de coletiva que poderia entrar para a coleção de gêneros jornalísticos como “coletiva publicitária”.

    dsc00931.jpg“O que o Governo do Estado mais quer é a prisão de todos os envolvidos (…) não estamos aqui para pactuar com o banditismo” disse o secretário Nunes. “Viemos aqui pela comoção social e também pela ameaça de federalização deste fato, o que não é possível porque nossas instituições funcionam, (…) o governo funciona, é inadmissível para qualquer um de nós dizer que somos incompetentes que a União tem que fazer” assim justificou a presença da “Cúpula” a Promotora Ana Rita.

    Seis inquéritos policiais foram instaurados. O corpo da vítima de nome Oséias, foi exumado e além das cinco balas foi encontrada mais uma pela perícia de Salvador, fato que deve ajudar nas investigações.

    dsc00924.jpgMomentos antes da coletiva, foi promovido o reconhecimento de alguns dos policiais suspeitos de participarem das mortes, “quatro deles foram reconhecidos, e isso fortalece a investigação, fortalece o trabalho da força tarefa,” afirmou o secretário. Os nomes não foram e nem serão revelados até o fim das investigações. A promotora Ana Rita também se recusou a comentar se decretaria ou não a prisão preventiva dos reconhecidos pelas vítimas.

    Questionado sobre a discrepância entre o número de vítimas divulgado pelo Ministério Público (14) e o relatado pela polícia civil (4), Nunes explicou: “Nós temos 14 vítimas desde o acontecimento dos fatos até agora e estamos investigando individualmente cada caso, pelos indícios que temos, quatro dos homicídios e os três desaparecidos, tudo indica que foi em decorrência da morte do PM. Nos resta aí 7 outros fatos, um deles ocorreu antes da morte do policial, que é o caso do Gilmar, dois outros já temos indícios e depoimentos que se tratam de homicídios de causa passional, um quarto nós temos uma informação de que foi na zona rural, que foi mediante paulada que a vítima morreu, temos 3 outros ainda que estão sendo investigados (…) mas para nós não importa, se fosse apenas um único homicídio, não justifica a conduta, não justifica o delito.”

    dsc00929.jpgSobre a existência de um grupo de extermínio em Conquista, a promotora disse ser “precipitado” falar qualquer coisa. Em relação ao seqüestro dos três menores, que continuam desaparecidos há quase dois meses, Ana Rita disse estar avançando nas investigações, mas não poder dizer nada a respeito.

    Materialidade dos crimes, individualização dos criminosos, apuração e investigação. Estas foram as frases mais usadas na coletiva. “Viemos apenas fazer uma ‘sintonia fina’. As investigações continuam a cargo de seus titulares” explicou mais uma vez o Secretário.

    Texto e fotos Caíque Santos
    Redaçao Núcleo de Notícias

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