A Capoeira e o mundo ficaram mais tristes na tarde de 09 de dezembro deste 2011. Fez a passagem o Mestre João Pequeno, discípulo do Mestre Pastinha. A quem o conhece, ou a sua história de vida, pouco ou nada precisa ser dito. Aos que não reconhecem nenhum nem outro nome, indica-se buscar viver a sua, a nossa história.
Pastinha e João pequeno representam para a capoeira mais ou menos o que Mãe Menininha do Cantois foi (ou ainda é) para o Candomblé; o que seria João Carlos Martins ou mesmo Vila Lobos para a música clássica brasileira, ou mesmo Beethoven ou Bach para a história da música mundial. O mundo ficou mais triste, não apenas para os milhares de seguidores espalhados mundo afora, mestres, professores, alunos ou simplesmente apreciadores ou simpatizantes dessa fantástica e enobrecedora arte que é a capoeira, ainda tão mal compreendida por tantos, por tantos outros ainda tão discriminada.
Mas hoje não é dia de discursos filosóficos, sociológicos, de protestos acerca de tal tema… O dia pede simplesmente respeito e reverência, o tipo de reverência e respeito que só podem ser expressados na forma do silêncio ou, no máximo, de uma prece simples e sincera, que poderia muito bem ser a frase que ela tanto repetia, que se tornou quase como seu mantra: “Pequeno sou , pequeno sou… Maior é Deus.”. Luz e paz , João Pequeno de Pastinha. Luz e paz.
“…que meus inimigos tenham pés e não me alcancem,
tenham mãos e não me toquem…”
Fonte: Josafá Santos





