19 - dez - 2011

Adutora em assentamentos resgata 17 anos de luta do MST

  • O lançamento da pedra fundamental, dando início às obras de construção da Adutora do Rio Pardo, no município de Vitória da Conquista, a 506 quilômetros de Salvador, na Região Sudoeste da Bahia, resgata uma história de luta de mais de 17 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região. A solenidade, ocorrida no final da tarde desta sexta-feira (16), no Assentamento Caldeirão, levou à região o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Celson Lacerda, os deputados federal Valmir Assunção (PT-BA), e estaduais Marcelino Galo e José Raimundo (PT), o prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, e o secretário Institucional do Governo da Bahia, Cezar Lisboa, além do diretor de Desenvolvimento e superintendenreregional do Incra, respectivamente Luiz Gugé e Marcos Nery, juntamente com o dirigente nacioal do MST, Marcio Matos.

    A obra vai beneficiar diretamente seis assentamentos do MST – Caldeirão, Cipó, Mutum, Conquista do Rio Pardo, Olho D`água e Baixão – onde vivem 488 famílias (aproximadamente 2.500 pessoas), além de dezenas de comunidades da zona rural de Conquista, totalizando 11 mil pessoas. Os investimentos são da ordem de R$ 6,3 milhões e a obra tem previsão de ser concluída em 10 meses.

    Conforfme explicou o presidente do Incra, o trabalho só foi poss´´ivel graças à mobilização do MST, do deputado federal Valmir Asunção e do prefeito Guilherme Menezes. “Valmir nos apoia, mas cobra muito”, disse, se referindo às reuniões que manteve tanto com o deputado como com o prefeito de Conquista. Já o prefeito Guilherme Menzes destacou a luta popular encabeçada pelo MST e a vontade política, como fatores importantes para a concretização da adutora.

    Conforme destacou o deputado federal Valmir Assunção,”os sem terras só vieram para cá porque acreditaram na reforma agrária e souberam esperar 17 anos por essa obra”, disse. Segndo explicou, a reforma agrária não se constitui apenas na distribuição de terras, “mas sim na melhoria da vida dos trabalhadores, com infra-estrutura de desenvolvimento,que quer dizer financiamento,investimentos, educação, saúde, crédito e, principalmente água”, finalizou.

    Fonte: Adilson Fonsêca

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