23 - dez - 2011

FTC a beira da falência

  • Bruna Hercog

    Em anúncio publicado hoje, 22 de dezembro, em jornais impressos de Salvador, o Instituto Mantenedor de Ensino Superior – IMES, entidade que mantém a FTC – Faculdade de Tecnologia e Ciências, divulgou abertura de processo de recuperação judicial. O que, em português claro, significa: fez a sua última tentativa legal para evitar a falência da instituição.

    No anúncio, a IMES esclarece: “O Instituto Mantenedor de Ensino Superior da Bahia Ltda. – IMES iniciou processo de reestruturação empresarial. Como parte de seus esforços, buscou suporte legal de uma Recuperação Judicial para, no menor tempo possível, garantir o cumprimento de todas as suas obrigações junto aos seus parceiros e credores em geral”.

    A recuperação judicial é uma medida prevista na Nova Lei de Falências (art. 47 da Lei nº 11.101/2005) que proporciona ao empresário a possibilidade de apresentar, em juízo, aos seus credores, formas para quitação do débito. É um mecanismo, que em tese, auxiliaria as empresas que estão com dificuldades financeiras a superar a crise e evitar a falência.

    Considerada como a maior rede de ensino do Norte/Nordeste e uma das maiores do país, a FTC conta com mais de 60 mil alunos e 3,7 mil colaboradores. Na Bahia, são cinco unidades presenciais: Salvador, Feira de Santana, Itabuna, Jequié e Vitória da Conquista, além de uma rede de ensino a distância que atende cerca de 40 mil alunos em todo o país.

    A situação da FTC – atolada em dívidas empresariais e principalmente trabalhistas – já vem sendo divulgada na mídia há algum tempo. Inclusive, ex-funcionários da empresa criaram o blog Demitidos FTC (http://demitidosftc.blogspot.com/), onde compartilham informações sobre as irregularidades cometidas pela instituição e os processos judiciais abertos contra a empresa.

    Na nota divulgada hoje pelo IMES, a instituição garante que as atividades serão mantidas “na plenitude de seus serviços”. A assessoria de comunicação da FTC informou que ainda não podia divulgar nenhum parecer oficial da instituição sobre o anúncio publicado pelo IMES.

    Fonte: Gente e Mercado.

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